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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A polêmica ferrovia que a China quer construir na América do Sul


Gerardo LissardyDa BBC Mundo
  • 19 maio 2015
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(AFP/PA/Reuters)Image captionFerrovia Transoceânica deve ganhar novo impulso com visita de premiê chinês, Li Keqiang, à América do Sul
Uma ferrovia que começa no Rio de Janeiro banhada pelo Oceano Atlântico, atravessa a Floresta Amazônica e a Cordilheira dos Andes e termina na costa peruana em pleno Oceano Pacífico: este é o ambicioso plano que a China quer consolidar na América do Sul.
O projeto ganhou novo impulso com a recente visita do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, à região, visitando Brasil, Colômbia, Peru e Chile.
Em Brasília, Li Keqiang se encontrou com a presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, foram assinados 35 acordos de cooperação entre os dois países, englobando áreas como planejamento estratégico, transportes, infraestrutura, energia e agricultura.
Durante o encontro, a presidente Dilma declarou que Brasil, China e Peru iniciaram os estudos de viabilidade da conexão ferroviária entre o Atlântico e o Pacífico.
"Trata-se da ferrovia transcontinental que vai cruzar o nosso país no sentido leste oeste cortando o continente sul-americano", disse a presidente que, logo depois, em conversa com repórteres, classificou a ferrovia como "estratégica para o Brasil".

Ferrovia

Com o projeto da ferrovia, Pequim pretende aumentar sua presença econômica no continente e facilitar o acesso a matérias-primas, o que também gera interesse do Brasil e do Peru.
Em declaração no início da tarde desta terça-feira durante o encontro com Li Keqiang, a presidente Dilma Rousseff afirmou que, com a ferrovia, "um novo caminho para a Ásia se abrirá para o Brasil, reduzindo distâncias e custos".
Especialistas acreditam que a construção da estrada de ferro marcaria uma nova fase na relação da China com a região. No entanto, para que o projeto saia do papel, será necessário superar grandes desafios de engenharia, ambientais e políticos, dizem analistas ouvidos pela BBC.
"Seria uma grande conquista e uma peça-chave da relação da China com a América do Sul, se esse projeto realmente sair do papel", diz Kevin Gallagher, professor da Universidade de Boston e autor de estudos sobre a relação China-América Latina.
"Todo o projeto é uma grande promessa, mas deve ser bem feito ou pode se tornar um pesadelo", ressalva.

Intercâmbio

Keqiang começa sua visita ao Brasil em meio a um momento de desaceleração da economia chinesa e das sul-americanas.
A região deve crescer menos de 1% neste ano, de acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional), em parte por causa de uma atividade econômica mais fraca no Brasil. E a falta de infraestrutura continua a ser um dos principais problemas do país.
A China, por sua vez, necessita de recursos naturais para sustentar sua expansão econômica e tem interesse primordial na construção de projetos ferroviários em outras regiões do globo.

(BBC)Image captionFerrovia liga litoral do Rio de Janeiro ao do Peru
Neste contexto, a Ferrovia Transoceânica, cujo custo é estimado em até US$ 10 bilhões (R$ 30 bilhões), poderia cobrir as necessidades dos vários países envolvidos.

"Próximo passo"

Com a popularidade em baixa e abalada por escândalos de corrupção, Dilma prepara um programa de concessões de infraestrutura previsto para ser lançado em junho.
Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, trechos da ferrovia até a fronteira com o Peru estariam contemplados na segunda etapa das licitações.
Estudos técnicos já foram iniciados em solo brasileiro para ligar o porto de Açu, no Rio de Janeiro, a Porto Velho, na bacia amazônica.
A ligação da capital de Rondônia ao Pacífico daria a produtores brasileiros uma alternativa sobre o Atlântico e o Canal do Panamá para enviar matérias-primas para a China.
"Há uma lógica econômica por trás do projeto", disse João Augusto Castro Neves, analista para América Latina da consultoria Eurasia Group.

(Reuters)Image captionApetite chinês por matérias-primas da América do Sul está por trás de projeto
Nos últimos anos, a relação entre a China e o Brasil é muito focada no aspecto comercial, com o aumento das exportações de produtos como soja e ferro para o gigante asiático.
Mas, segundo Castro Neves, obras como a da Ferrovia Transoceânica poderiam agregar valor a esse vínculo. "É o próximo passo no relacionamento", diz ele à BBC.

Protestos

O projeto exacerbou as já tensas relações entre o Peru e a Bolívia, cujo presidente, Evo Morales, protestou ao saber que a estrada de ferro passaria por fora do território boliviano.
"Não sei se o Peru está jogando sujo", disse Morales em outubro. Segundo ele, a ferrovia seria "mais curta, mais barata" se passasse pela Bolívia.
No entanto, o presidente peruano Ollanta Humala descartou essa possibilidade em novembro, comentando sobre um acordo com a China para iniciar os estudos do projeto.
O trem vai passar "pelo norte do Peru, por razões de interesse nacional", disse Humala.
Juan Carlos Zevallos, economista que presidiu a agência reguladora de transportes peruana OSITRAN argumenta que a região apresenta "desenvolvimento consolidado" de infraestrutura para explorar a estrada de ferro, incluindo o porto de Paita, ponto de chegada da ferrovia.
Na opinião de Zevallos, o projeto facilitaria a entrada de produtos peruanos no Brasil, o maior mercado regional. "Esse é o interesse", disse ele à BBC.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

SEGUNDA RESPUESTA DEL GOBIERNO DE CHILE

SEGUNDA RESPUESTA DEL GOBIERNO DE CHILE



Santiago, 21 de diciembre de 2015

SEÑOR
ALEX MARIO VALLE LYNCH
PRESENTE

Estimado señor Valle:


Junto con saludar, acusamos recibo de las nuevas correspondencias dirigidas al Gabinete Presidencial, en la que propone fomentar la inversión de empresarios chilenos en Brasil y reitera la propuesta de un una vía de ferrocarriles transoceánica.


Al respecto, y tal como lo señalamos en el mensaje que le hicimos llegar con fecha 12 de diciembre de2015, su inquietud fue derivada al Gabinete del señor Subsecretario de Relaciones Exteriores, por lo que dicha institución le brindará una respuesta directa, una vez que haya analizado su situación, de acuerdo a los antecedentes por usted entregados.


Finalmente, en lo referido a sus nuevos planteamientos y con el objeto de que se tome conocimiento de lo expuesto, se ha solicitado al Gabinete del señor Subsecretario de Relaciones Exteriores, quienes atenderán su presentación e virtud de sus atribuciones y competencias.


Cordialmente,

PAULINA MARAGAÑO G.
Coordinadora Área Social
Dirección de Gestión y Correspondencia
Presidencia de la República


INPR2015- 80557
PMG/PML/RUH



Palacio de La Moneda S/N
Santiago
+56 226904000
Gobierno de Chile

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

PORTOS SECOS EM MATO GROSSO NA FERRO NORTE

TAPURAH MT 18-12-2015

EXMO SR GOVERNADOR DE MATO GROSSO
DR PEDRO TAQUES 

Para descongestionar O TERMINAL FERROVIÁRIO de RONDONÓPOLIS MT que já tem PORTO SECO ,proponho numa primeira etapa estabelecer PORTOS SECOS nos TERMINAIS FERROVIÁRIOS de ITIQUIRA , ALTO ARAGUAIA ,ALTO TAQUARI , numa segunda etapa quando a FERRO NORTE seja prolongada a CAMPO NOVO DOS PARECIS para encontrar a FERROVIA TRANS OCEÂNICA que ligará a PORTO VELHO (RO),RIO BRANCO(AC) e LIMA (PERU)  e também a SANTARÉM(PA) .
Na segunda etapa proponho PORTOS SECOS  em CUIABÁ, VÁRZEA GRANDE, JANGADA,ROSÁRIO DO OESTE ,NOBRES,DIAMANTINO, NOVA MUTUM ,CAMPO NOVO DOS PARECIS, LUCAS DO RIO VERDE, SORRISO, SINOP , SANTA HELENA,,MATUPÁ, PEIXOTO DE AZEVEDO , TERRA NOVA DO NORTE ,GUARANTÃ DO NORTE