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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Universidade fará estudos voltados à implantação da ferrovia Sinop-Miritituba

Universidade fará estudos voltados à implantação da ferrovia Sinop-Miritituba 12.01.2021 | Alexandre Valdes | Notícias do Mercado Selecione o idioma Powered by Google TradutorTradutor Imprimir Notícia O Governo Federal, através do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), firmou uma parceria com a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) para diagnosticar a capacidade do poder local de fazer a gestão do território nos municípios próximos à BR-163, entre Mato Grosso e Pará, na região de implantação da Ferrogrão. A área abrange os municípios de Aveiro, Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso, Rurópolis e Trairão, todos no Pará. Projeto do Ministério da Infraestrutura (MInfra), a Ferrogrão terá 933 quilômetros de extensão, ligando Sinop ao porto de Miritituba (PA), e ampliando a capacidade de escoamento da produção de grãos pelo Arco Norte do país. Atualmente, mais de 70% da safra mato-grossense é escoada pelos portos de Santos (SP) e de Paranaguá (PR), a mais de 2 mil quilômetros da origem. “É o projeto de infraestrutura mais ambicioso da nossa história recente e com um potencial transformador para o agronegócio do Mato Grosso. A gente visa criar uma competição com todo o sistema que leva aos portos do Sul e, assim, reduzir o valor do frete e, consequentemente, do custo Brasil”, explica Tarcísio Gomes de Freitas, ministro da Infraestrutura. A Ferrogrão foi qualificada no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e o leilão da concessão tem previsão de publicação para este ano – estudos de viabilidade e as minutas de edital e contrato estão em avaliação no Tribunal de Contas da União (TCU). São previstos cerca de R$ 21,5 bilhões em investimentos. As informações foram divulgadas, esta noite, pelo governo federal. Fonte: Só Notícias Data: 07/01/2021

As ferrovias que faltavam a Mato Grosso

As ferrovias que faltavam a Mato Grosso 12.01.2021 | Alexandre Valdes | Notícias do Mercado Selecione o idioma Powered by Google TradutorTradutor Imprimir Notícia O histórico Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 16/2020, que altera o artigo 131 da constituição estadual e concede ao ente federativo a competência para “explorar diretamente ou mediante concessão, permissão ou autorização a prestação de serviços públicos”, foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) no final de outubro. No dia 7 de janeiro, saímos da ALMT com a aprovação de outro marco que abre as portas para um novo ciclo de investimentos nas “estradas de ferro” em nosso estado. Trata-se do Projeto de Lei Complementar (PLC) 52/2020, dos Deputados Botelho e Avallone, que inclui o subsistema ferroviário no Sistema Estadual de Viação. A medida possibilita a implantação de novos ramais ferroviários, ampliando assim as alternativas para escoamento da produção agrícola, reduzindo custos e garantindo maior segurança logística aos produtores rurais. Nos termos propostos, a PLC 52/2020 permite que a iniciativa privada seja autorizada pelo governo a construir e operar uma ferrovia estadual. Isso não retira a primazia do Estado para investir onde julgar oportuno e conveniente, seja diretamente ou mediante concessões. Aprovado no plenário, o projeto segue agora para sanção do governador Mauro Mendes. Convertidos em lei, os dois projetos vão permitir que a região da Baixada Cuiabana finalmente tenha um terminal rodoferroviário, capaz de trabalhar com produtos e mercadorias vindos em contêineres pela ferrovia. Já foi identificada uma demanda pelo transporte para Cuiabá de 20 milhões de toneladas de produtos industrializados, combustíveis, alimentos processados e outros produtos que hoje oriundos da região Sudeste. Esta passará a ser a carga de retorno dos trens que descem para o Porto de Santos (SP) com produtos agrícolas. Uma ferrovia é muito mais do que uma atividade de transporte de cargas. As vias férreas representam desenvolvimento, geração de emprego e renda para a população de 14 municípios da Baixada Cuiabana, onde vivem mais de 1 milhão de pessoas. A construção de um terminal rodoferroviário vai impactar direta e indiretamente a economia de Cuiabá, Várzea Grande, Acorizal, Barão de Melgaço, Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Jangada, Nobres, Nossa Senhora do Livramento, Nova Brasilândia, Planalto da Serra, Poconé, Rosário Oeste e Santo Antônio de Leverger. Expandir a ferrovia em Mato Grosso une as principais lideranças políticas do nosso estado. Em 2019, uma audiência pública conjunta proposta pelo Deputado Carlos Avallone pela Assembleia e o Senador Wellington Fagundes pelo Senado (presidente da Frenlogi, a Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura) teve o apoio do governador Mauro Mendes, de toda a classe empresarial do Movimento Pró-Ferrovia e da bancada federal mato-grossense, especialmente do senador Jayme Campos. A alteração na constituição estadual que permitirá ligar Cuiabá a Rondonópolis também será o indutor da ligação das regiões produtoras de grãos no médio-norte ao principal porto da América Latina: o de Santos (SP). Hoje, já temos um terminal rodoferroviário da Rumo no sul do estado (em Rondonópolis) que movimenta 35 milhões de toneladas. Com a renovação antecipada da concessão da Malha Paulista obtida em maio deste ano, a empresa já começou a investir parte dos R$ 6 bilhões destinados a preparar essa ferrovia para a movimentação de 75 milhões de toneladas anuais até 2026. Esse investimento na ferrovia paulista permite que a Rumo volte também seus planos para a expansão da Ferronorte, levando os trilhos para as regiões de Sorriso e Lucas do Rio Verde. Agora com a nossa lei estadual, esse projeto da empresa passa a ser prioritário. A concessionária já tem o projeto de engenharia praticamente pronto, e o processo de licenciamento ambiental já se encontra em andamento. Mato Grosso é a principal região produtora agrícola do país e não para de crescer. A hora de expandir os trilhos em nosso estado é agora! A Ferrovia Senador Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá e à Baixada Cuiabana. Fonte: O Documento Data: 12/01/2021

domingo, 10 de janeiro de 2021

WELLINGTON FAGUNDES Máquinas, a todo vapor!

WELLINGTON FAGUNDES Máquinas, a todo vapor! instagran facebook TWITTER PRINTER whatsappWellington Fagundes Assessoriaimage Mesmo com um ano desafiador por causa da pandemia de Covid-19, Mato Grosso embarcou ao exterior, no ano passado, em dados ainda a serem finalizados, algo em torno de 452,6 mil toneladas de carne bovina. Essa quantidade representa 6% a mais do que no ano anterior. O crescimento dos embarques foi impulsionado por mercados como China e Hong Kong, responsáveis por 56% do total de carne bovina que saiu de Mato Grosso. Como sempre, mostrou sua força, contribuindo com 22% do volume total de carne bovina exportado pelo País, tendo liderado também a produção de carne no ano, que somou 644,78 mil toneladas, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A safra de grãos 20/21, por sua vez, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deve crescer mais 4,2%, comparado a última colheita. A produção nacional prevê alcançar 252 milhões de toneladas. Mato Grosso segue como maior produtor nacional de grãos, com participação de 28,9%. Dados como esses nos orgulham, ao tempo em que adicionam responsabilidades. Afinal, a toada de recordes persiste ano após ano. E essa escalada deve prosseguir. Se a conta estiver certa – e eu acredito que esteja – a região do Vale do Araguaia, sozinha, por exemplo, é capaz de produzir tudo que Mato Grosso já produz atualmente. Detalhe: sem derrubar uma árvore sequer, sem abrir um metro sequer de nova área. Portanto, não temos tempo a perder. A produção vai crescer e Mato Grosso precisa estar preparado para dar respostas à demanda de transporte dessa produção até os portos. Neste momento, na busca de um melhor equilíbrio da malha que serve a logística nacional, estamos envolvidos firmemente no desenvolvimento do modal ferroviário. São três grandes projetos em preparação que, uma vez em operação, permitirão ao Estado disputar com larga margem de vantagem os principais mercados do mundo, com altíssimo grau de competitividade. Produção, como se vê, não vai faltar. A Ferronorte já se mostrou um empreendimento viável, a ponto de seu concessionário anunciar disposição de investir R$ 6 bilhões para avançar com os trilhos de Rondonópolis ao Norte do Estado, passando – obrigatória e necessariamente, é bom que se diga – por Cuiabá. A Ferrovia de Integração do Centro Oeste (FICO), ligando Água Boa até os trilhos da Ferrovia Norte-Sul, abrindo um grande leque de busca de portos, como Itaqui, no Maranhão, Ilhéus, na Bahia, e Santos, em São Paulo, já pode ser considerada uma realidade pela engenharia político-econômica efetivada com a renovação antecipada da concessão das ferrovias da Vale; e Ferrogrão, empreendimento privado, que ligará os centros de produção do Norte aos portos do Arco Norte, no Pará. Juntas, transformarão Mato Grosso, dono da maior produção de grãos e de proteína animal do Brasil, no maior centro logístico do Brasil. Fundamental ressaltar e reconhecer que a expansão do modal ferroviário em Mato Grosso une as principais lideranças políticas do nosso Estado. Um dos marcos desse processo aconteceu em 2019, com uma audiência pública do Senado Federal, idealizado por mim como presidente da FRENLOGI e pelo senador Jayme Campos, e Assembleia Legislativa, com firmes atuações dos deputados Carlos Avallone (PSDB), Janaina Riva (MDB) e Eduardo Botelho (DEM). Evento que tiveram importantes conclusões apoiadas pelo Movimento Pró-Ferrovia. Importante destacar as medidas legislativas já tomadas, como a aprovação, no ano passado, do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 16/2020, extraida desse fórum de debate. A PEC promulgada altera o artigo 131 da Constituição de Maro Grosso e concede ao ente federativo a competência para “explorar diretamente ou mediante concessão, permissão ou autorização a prestação de serviços públicos”. Agora, celebramos o Projeto de Lei Complementar (PLC) 52/2020 de autoria do presidente da AL, deputado Eduardo Botelho e do deputado Avalone, que inclui o subsistema ferroviário no Sistema Estadual de Viação. A medida instituída possibilita a implantação de novos ramais ferroviários, ampliando assim as alternativas para escoamento da produção agrícola, reduzindo custos e garantindo maior segurança logística aos produtores rurais. E como já estivemos apresentando o assunto ao governador Mauro Mendes temos certeza da sanção d essa Lei Complementar. Com esse lastro político e calçada na expressiva produção no campo, que vai seguir avançando nos seus números, a palavra de ordem, em 2021, é uma só:um trabalho conjunto .E o grito de guerra também uníssono: Obras com máquinas a todo vapor! Wellington Fagundes é senador por Mato Grosso e presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura do Congresso Nacional

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

uma parceria MINFRA,TOCANTINS,MATO GROSSO

 TARCÍSIO GOMES DE FREITAS ,MINISTRO DA INFRA ESTRUTURA

MAURO MENDES,GOVERNADOR DE MATO GROSSO.

MAURO CARLESSE ,GOVERNADOR DE TOCANTINS.

UNIDOS PARA LIGAR MT a TO em SÃO FELIX DO ARAGUAIA



segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Empresários querem trilhos da Ferronorte até o Distrito Industrial

 ESTRADA DE FERRO

Empresários querem trilhos da Ferronorte até o Distrito Industrial

Na Capital, há 260 indústrias dos mais variados setores, que geram milhares de empregos e milhões em impostos

MARIANNA PERES
Da Reportagem
Divulgação
A malha norte da concessionária Rumo prevê a construção, em Mato Grosso, de três novos terminais

Desenvolvimento econômico, novos negócios, novas indústrias, geração de emprego, redução nos custos de transporte e das mercadorias são alguns dos benefícios que serão gerados com a chegada da ferrovia até Cuiabá, argumentam empresários que integram a Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (Aedic).

Vários projetos de ferrovias estão previstos para Mato Grosso nos próximos anos.

Os trilhos que chegarão até Cuiabá são a continuidade da Ferronorte, a partir de Rondonópolis (212 km ao Sul da Capital).

A Rumo Logística, que recentemente teve seu contrato de concessão renovado, já anunciou que a ferrovia passará por Cuiabá, mas ainda não mostrou o traçado e não apontou onde será instalado o terminal de cargas e descargas.

O assunto foi tema de uma reunião, na sede da Associação, na qual participaram empresários do distrito, membros do Fórum Pró-Ferrovia e representantes da Brado Logística, empresa especializada no transporte de cargas por ferrovias e que atua no terminal ferroviário de Rondonópolis.

A reunião teve o objetivo de unir esforços para fomentar a chegada da ferrovia à cidade, especificamente à Capital, onde estão instaladas 260 indústrias dos mais variados setores, que geram milhares de empregos e milhões em impostos.

“O Distrito Industrial é o destino natural da ferrovia. Temos aqui a termoelétrica, o gasoduto, a aduaneira (Porto Seco), universidades na região que podem atuar formando os profissionais que atenderão a demanda dos negócios que surgirão. O distrito foi planejado para receber investimentos de grande porte. A ideia é que a ferrovia esteja mais próxima das empresas que já estão instaladas na região”, afirmou o presidente do Fórum Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo.

Ele acrescentou que indústrias do setor de transformação, têxtil e biocombustível já manifestaram interesse em se instalar em Cuiabá depois que a extensão da Ferronorte estiver concluída.

Em média, o modal ferroviário reduz em 20% os custos do transporte de cargas, tornando o produto transportado muito mais competitivo.

COMPROMISSO - A expansão dos trilhos é um compromisso feito pela empresa após a aprovação, pelo Tribunal de Contas da União, da prorrogação antecipada da concessão da Malha Ferroviária Paulista com ramificações até Mato Grosso.

A viabilidade econômica do empreendimento já foi aprovada e aguarda aprovação do Ibama (projeto ambiental) e Agência Nacional de Infraestrutura de Transportes (ANTT) do projeto técnico.

A malha norte da Rumo prevê a expansão dos trilhos de Rondonópolis para Campo Verde, Cuiabá, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, levando e trazendo produtos para o porto de Santos (SP).

O investimento para a expansão estão previstos em R$ 6 bilhões, sendo que R$ 2 bilhões são para o terminal de Cuiabá.

“A Rumo já se comprometeu com um terminal na nossa capital. Nosso trabalho agora é atuar com a concessionária para que este terminal chegue o mais próximo possível do distrito industrial”, completa Francisco Vuolo.

O diretor comercial da Brado Logística, Douglas Goetten, acredita que o terminal ferroviário de Cuiabá poderá ultrapassar o de Rondonópolis em operações e toneladas de cargas transportadas, “devido a capacidade de instalação de indústrias, negócios e empreendimentos periféricos envolvidos. É importante destacar que o terminal de Cuiabá não será concorrente com o de Rondonópolis, mas sim um complemento”.

Aproximadamente 80% dos produtos considerados carga livre, transportados pela ferrovia até Rondonópolis, tem como destino final a capital. “A vinda do terminal promoverá uma verdadeira revolução da indústria e agroindústria de Mato Grosso”, disse Douglas.

“O terminal em Cuiabá promoverá uma mudança na economia do estado. Muitas empresas não se instalam ou não evoluem aqui devido a dificuldade logística.Com o terminal, nós seremos muito mais competitivos e teremos condições de transformar e industrializar produtos que exportamos in natura, agregando muito mas valor”, explicou o presidente em exercício da Aedic, Domingos Kennedy Garcia Sales. Ele lembra que Cuiabá é o maior polo consumidor de Mato Grosso, não sendo admissível ficar de fora dos vários projetos ferroviários que estão previstos para o estado nos próximos anos.


2 COMENTÁRIOS:







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João GUALBERTO ALMEIDA  28-09-2020 22:35:51
Eu acredito se o Governo Estadual aproveitar a carona junto do Governo Federal com 4 anos essa ferrovia está instalada no parque Industrial de Cuiabá.

Responder

José dos Passos Nogueira  28-09-2020 17:06:01
Um fato óbvio, o dia que construir um terminal ferroviário em Cuiabá, acaba a importância o de Rondonópolis, desde que começamos a Ferronorte, foi assim com Aparecida do Taboado, Inocência, Chapadão do Sul no MS e Alto Taquari e Alto Araguaia no MT.

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Ferronorte: Extensão até Cuiabá será tema de reunião entre Pivetta e Ministro nesta segunda-feira

 INFRAESTRUTURA & LOGÍSTICA

Ferronorte: Extensão até Cuiabá será tema de reunião entre Pivetta e Ministro nesta segunda-feira

Publicado

 

O governador em exercício Otaviano Pivetta estará reunido com o ministro dos Transportes, Tarcisio Gomes Freitas, nesta segunda-feira (23) em Rondonópolis. A reunião tem como pauta a extensão do ramal da Ferronorte (EF-364) até Cuiabá (250 km aproximadamente de trilhos) e, na etapa seguinte, a Nova Mutum, passando pela capital.

Pivetta assumiu como governador interino semana passada e permanecerá oito dias na função.

O investimento na extensão da ferrovia entre o sul do estado e a Cuiabá é um projeto da Rumo Logística. Segundo Pivetta, “Existe interesse muito firme (da empresa Rumo), eles estiveram ontem em Nova Mutum vendo área para construir terminal (cargas)”, disse Pivetta. A expansão da Ferronorte até a capital e em seguida ao Médio Norte vem sendo defendida há muitos anos por entidades do agronegócio, além de lideranças políticas, para fortalecer o escoamento da produção do Estado. Não foram mencionados prazos e valores de investimentos para expansão até Mutum.

Ministro Tarcísio de Freitas estará em Rondonópolis nesta segunda-feira.

De acordo com Pivetta, o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), Augusto Nardes, também vai a Rondonópolis conhecer o complexo ferroviário em Rondonópolis. “Interessa a Mato Grosso que seja ampliado prazo de concessão da ferrovia em ramais em São Paulo”, declarou, referindo-se a malha por onde é escoada até o porto de Santos (SP), por exemplo, grande parte da produção de grãos de Mato Grosso. A empresa quer garantir maior tempo de operação na malha paulista para viabilizar investimentos em Mato Grosso e “estender o ramal da Ferronorte até Mutum”. “Vamos apoiar essa iniciativa e tentar ajudar no convencimento do ministro do TCU” disse Pivetta, referindo-se as pendências legais que estão em fase de recurso para serem sanadas por parte da concessionária.

Trilhos aproximarão a região sudoeste (polo Tangará da Serra) do modal ferroviário.

A extensão da Ferronorte no trajeto Rondonópolis-Cuiabá-Nova Mutum representará uma conexão importante com a Ferrogrão (EF-170) em direção ao porto de Miritituba, no Pará. Com este trecho, a linha ferroviária servirá de importante opção logística para a baixada cuiabana e, também, para aproximar a região sudoeste (polo Tangará da Serra) do modal ferroviário.

Potencial

Parte dos produtos consumidos em Mato Grosso já são transportados por ferrovias. Na lista estão os de limpeza produzidos pela Unilever, a borracha, o papel e a celulose, assim como café, feijão, combustível e pisos.

De 40 empresas que usavam a ferrovia em 2015, o número saltou para 136 em 2019, conforme dados do mês de abril.

Trechos conectados da Ferronorte – Rondonópolis/Cuiabá/Nova Mutum – e da Ferrogrão, de Mutum a Sinop. (foto SRH Editorial)

 

No caso do trecho da Ferronorte entre Rondonópolis e Cuiabá, o potencial de carga seria de 20 milhões de toneladas de produtos que são consumidos pela população cuiabana e que atualmente são transportados por caminhões.

Já na Ferrogrão, a capacidade de transporte até Sinop chega a 35 milhões de toneladas/ano. Numa etapa seguinte, está projetada a extensão de mais 150 quilômetros, passando por Sorriso e Lucas do Rio Verde, o que ampliará a capacidade de transporte para 50 milhões de toneladas/ano, principalmente de soja, milho, carnes, madeira fertilizantes e combustíveis. A extensão acrescentará mais R$ 2,7 bilhões ao total orçado, somando investimentos de R$ 12,7 milhões.

Até 2030, a expectativa é de que 20% da produção nacional seja transportada pela EF-170 para exportação. As operações contarão com 160 vagões e três locomotivas, com capacidade de transporte de 15 mil toneladas numa única viagem.

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CIDADES & GERAL

Em Cuiabá, BRT terá vantagens sobre VLT em implantação, custo, mobilidade e tarifa

Publicado

 

A substituição do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) pelo Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), movido a eletricidade, trará melhor mobilidade urbana aos usuários do transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande, conforme apontam estudos elaborados pelo Governo de Mato Grosso e pelo Grupo Técnico criado na Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana.

Os estudos foram utilizados pelo governador Mauro Mendes para solicitar ao Ministério do Desenvolvimento Regional a autorização para substituir a execução das obras do VLT pela implantação do BRT, anunciada na segunda-feira (21) à população.

Alcance social e mobilidade

De acordo com os estudos, a substituição do modal proporcionará maior alcance social e trará mais eficiência do que o atual sistema de transporte coletivo e do próprio VLT, uma vez que vai atingir as regiões mais populosas e, também, mais distantes de Cuiabá e Várzea Grande.

Com o BRT será possível que o ônibus de transporte coletivo municipal circule no mesmo corredor do modal.

Com o BRT será possível que o ônibus de transporte coletivo municipal circule no mesmo corredor do modal. Isso porque a principal característica do BRT otimizado é sua flexibilidade, adaptando-se à geografia urbana e à ocupação do solo, de forma a evitar mais transbordos.

Desse modo, os ônibus do transporte coletivo poderão sair de um bairro, entrar no corredor exclusivo e, sem qualquer integração, seguir para outro bairro distante do corredor estrutural. Tudo isso sem afetar o trajeto fixo que o BRT fará, garantindo assim conforto, agilidade e facilidade de locomoção dos usuários.

Trânsito e integração

Outra vantagem é a possiblidade de prolongar os corredores do BRT, no futuro, para avenidas importantes de Cuiabá e de grande adensamento de usuários do transporte coletivo. Entre elas as avenidas Getúlio Vargas e Isaac Póvoas, que já são dotadas de faixas exclusivas de ônibus à direita, além da Avenida Beira Rio, para atender a grande demanda de usuários em razão da proximidade com as universidades da região. E também da Avenida República do Líbano, para baldeação dos passageiros da rodoviária e do transporte intermunicipal.

No futuro, corredores do BRT poderão atender avenidas importantes de Cuiabá, como a Isaac Póvoas.

Tal ação evitaria diversos transbordos de passageiros, como era proposto no caso de implantação do VLT.  Isso porque, caso o VLT fosse implantado, o modal teria corredores fixos e estruturados com os trilhos por onde não poderiam passar os ônibus de transporte coletivo municipal.  Assim seriam necessárias maiores transferências dos usuários, de um modal para outro, ao longo das viagens.

Como por exemplo, um usuário que gostaria de sair do bairro Parque do Lago, em Várzea Grande, com destino ao bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. Esse usuário entraria em um ônibus no bairro em Várzea Grande, teria que descer no terminal em frente ao aeroporto, embarcar no VLT, descer no terminal do trem e tomar um ônibus rumo ao bairro de Cuiabá.

Tal situação abriria possibilidade de se criar linhas de ônibus concorrentes com o VLT, para atender a demanda dos usuários por viagens com menos integração e, com isso, piorar o trânsito nas duas cidades. Isso não ocorre com o BRT, já que é possível que as linhas que interligam os bairros continuem em funcionamento, transitando pelo corredor exclusivo.

Custo e tarifa

“A adoção do BRT com otimizações permite a prestação de um serviço de boa qualidade, proporciona maior área de atendimento (abrangência) e com menores custos de operação, trazendo menor ônus ao erário público e aos clientes do sistema de transporte coletivo”, diz o estudo.

Além disso, o BRT terá uma tarifa mais acessível, na faixa de R$ 3,04, enquanto que com o VLT a tarifa ficaria em torno de R$ 5,28, ainda de acordo com os estudos. Ou seja, mensalmente o VLT demandaria um custo adicional de R$ 1,9 milhão em relação do BRT, que poderiam vir a ser custeados pelos usuários por meio da tarifa.

“Não se está a adotar nenhuma alternativa que deixe de atender qualquer fator que influencie na qualidade do serviço a ser prestado, a modicidade da tarifa, o tempo para a implantação, os custos de implantação e de subsídios e, para o futuro, a mais fácil expansão do sistema para outros corredores troncais”, conclui trecho do estudo.

Para a implantação de toda a infraestrutura do BRT o Governo do Estado se responsabilizará pela realização das obras: corredor segregado, as estações e terminais, os sistemas de monitoramento de frota e segurança e a aquisição dos ônibus movidos a eletricidade.

Os investimentos estimados serão de R$ 430 milhões, com aquisição de 54 ônibus elétricos. As obras devem durar até 24 meses, sendo que este modal é considerado o que apresenta o menor custo e tempo de implantação, além de menor impacto no trânsito.

(Redação EB, com Sinfra-MT)

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