Operários e engenheiros chineses terminaram a estrutura do que se tornará a ponte mais alta do mundo, erguida 565 metros acima do solo, anunciaram hoje as autoridades da província de Guizhou, no sudoeste do país.
As duas extremidades da ponte Beipanjiang, localizada sobre o rio, numa área montanhosa de Guizhou, foram ligadas no sábado, detalha o comunicado.
Com 1.341 metros de comprimento, a estrutura vai começar a funcionar no final deste ano, permitindo reduzir, de cinco para duas horas, a duração da viagem entre Liupanshui, em Guizhou, e Xuanwei, na província vizinha de Yunnan, segundo a televisão estatal CCTV.
Comprimento total das ferrovias de alta velocidade da China supera 20 mil quilômetros
2016-09-12 20:14:01 cri
O comprimento das ferrovias de alta velocidade da China ultrapassou 20 mil quilômetros, com a abertura de uma linha que liga Zhengzhou, na Província central de Henan, e Xuzhou, na Província leste de Jiangsu, no sábado. A linha de 360 quilômetros tem nove estações e os trens correm a uma velocidade de até 300 quilômetros por hora no período inicial.
A linha conecta o oeste com duas principais linhas norte-sul, ajudando a cortar o tempo de viagem entre o oeste e o leste.
Quando outra linha ligando Baoji, na Província noroeste de Shaanxi, e Lanzhou, na Província noroeste de Gansu, entrar na operação, os trens de alta velocidade ocorrerão diretamente de Xuzhou a Urumqi, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, no extremo oeste do país.
Huang Xin, da Companhia de Ferrovias da China, disse que a conclusão dos primeiros 10 mil quilômetros levou 11 anos e dobrou em apenas três anos, enquanto está previsto para quase dobrar novamente até 2025 e atingir 45 mil quilômetros em 2030.
Em 2015, os trens de alta velocidade da China transportaram 961 milhões de passageiros, um aumento de 237% ate o número em 2011.
Com o aparecimento de trens de alta velocidade, as pessoas em Beijing e Shanghai começaram a comprar habitações perto das cidades e comutar diariamente. Li Miao vive na cidade de Langfang, na Província norte de Hebei, 55 quilômetros ao sul de Beijing, e trabalha na capital. A viagem para Beijing leve apenas 21 minutos.
Em meados de julho, dois trens à velocidade de 420 quilômetros por hora em direções opostas se cruzaram em vias paralelas, o mais rápido evento desse tipo. Nos próximos anos, os trens a velocidade de mais de 500 quilômetros por hora serão executados na linha Beijing-Shenyang, na Província nordeste de Liaoning.
Os trens-bala chineses também encontraram clientes internacionais na Indonésia, Rússia, Irã e Índia.
A construção de uma linha de alta velocidade de 150 quilômetros entre Jacarta, capital indonésia, e Bandung começou em janeiro de 2016. A linha reduzirá o tempo de viagem entre as duas cidades em cerca de dois terços.
Por Xinhua
Com 4,4 mil quilômetros entre o Atlântico e o Pacífico, passando pelo Acre, ferrovia vai consolidar eixo bilionário de negócios
Romerito Aquino
Faltam ainda milhares de quilômetros de trilhos, os trens, as cargas e os passageiros, mas os governos do Brasil, da China e do Peru estão a todo vapor para vencer a burocracia, os obstáculos e as adversidades para executarem aquela que será uma das maiores obras da América do Sul. Tanto do ponto de vista da economia, da logística e dos recursos que serão necessários para consolidar a maior integração que se tem notícia na região a ser feita por uma só obra.
Estamos falando da mega Ferrovia Transoceânica, que sairá do oceano Atlântico, no Estado do Rio de Janeiro, e se estenderá por 4,4 mil quilômetros até o oceano Pacífico, no Peru, passando pelos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre.
Trata-se de uma obra monumental que vai integrar diretamente as economias rurais e urbanas de três das cinco regiões do Brasil (Centro-Sul, Centro-Oeste e Norte), o comércio entre as nações sul-americanas e as transações do continente americano com o gigantesco mercado consumidor da China, a nação mais populosa do planeta. E com ganhos para todos os lados.
Mapa da Ferrovia Transoceânica, entre o Atlântico e o Pacífico, passando pelo Acre – Ilustração do Design Victor Gabriel, do Portal Amazônia
Inserida no novo pacote de investimentos chinês no Brasil da ordem de 50 bilhões de dólares, a Ferrovia vem demandando inúmeras reuniões em vários lugares nos três países, que correm contra o tempo para firmar um eixo de comércio que vai envolver, nas próximas décadas, transações bilionárias de mercadorias e produtos de interesse de nada menos que 1,6 bilhão de pessoas, correspondente a um quarto ou 25% da população do planeta.
A última dessas reuniões se deu no mês de março (08/03), em Porto Velho (RO), onde estavam presentes o embaixador da República Popular da China, Li Jinzhang, uma comitiva de empresários chineses e representantes dos governos de Rondônia, do Mato Grosso e do Acre, que foi representado pela vice-governadora Nazaré Araújo.
Nazaré Araújo reunida em Rondônia com embaixador e empresários chineses – Foto Gleilson Miranda, da Secom
Sentados e falando de muitos números, cifras e dados, os brasileiros e chineses passaram horas trocando informações técnicas e comerciais entre os dois países, dentro do acordo trilateral que foi assinado pelo Ministério dos Transportes do Brasil, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China e o Ministério de Transportes e Comunicação do Peru para a realização de estudo de viabilidade da construção da gigantesca ferrovia.
Reduzindo distâncias e custos de transporte
Sempre dentro da ótica e da meta de reduzir distâncias e custos de transporte, brasileiros e chineses também avançaram nas discussões dos aspectos financeiros, econômicos, de meio ambiente, de produção, de demanda, de mercado e de logística, entre outros, para viabilizar, construir e colocar em funcionamento a ferrovia no menor tempo possível, ainda estimado de cinco a sete anos.
Em tratativas desde o início de 2015, quando da visita ao Brasil do primeiro ministro chinês Li Kepiang, o projeto de construção da Ferrovia já consta como prioritário nas pautas e agendas de governos, ministros, governadores, prefeitos, senadores, deputados e outras autoridades dos três países.
Para o governador Tião Viana, a construção da Ferrovia Transoceânica será de importância fundamental para o futuro do Acre, da Amazônia e de todo o Brasil, encurtando caminho e distâncias e promovendo facilidades para a exportação dos produtos agroflorestais acreanos para os países sul-americanos, a costa oeste dos Estados Unidos e o mercado asiático, além dos negócios entre os estados brasileiros por onde a ferrovia vai passar.
“Esperamos que essa ferrovia, que é uma meta da nossa presidenta Dilma Rousseff, possa ser consolidada o mais rápido possível, garantindo mais mudanças favoráveis para todos nós, da região da Amazônia Ocidental”, destaca o governador.
As mais de 13 horas de viagem no tradicional trem que liga o Espírito Santo a Minas Gerais contarão a partir desta sexta-feira (26) com internet wi-fi e conteúdo de entretenimento off-line gratuitos.
Ao abrir o ambiente virtual dentro da embarcação, o passageiro terá acesso a um espaço com filmes e shows de sua preferência, sem a necessidade de conexão, nem de instalação de softwares adicionais ou aplicativos.
O conteúdo estará disponível direto no aparelho celulares, tablets e notebooks de cada passageiro, que conte com os sistemas operacionais IOS, Android e Windows. A Vale gerenciadora do trem garante internet com qualidade de cobertura 3G e 4G ao longo do trecho.
Em alguns pontos da ferrovia, no entanto, a regularidade do serviço dependerá da disponibilidade de sinal das operadoras de telefonia móvel.
Transporte
O novo trem, que entrou em operação, há dois anos, já transportou 2 milhões de passageiros, volume que representa uma média de 82 mil usuários por mês.
Ao todo, a locomotiva percorre um trajeto de 664 quilômetros entre os dois estados, passando por 30 pontos de embarque e desembarque, atendendo 42 municípios e chegando a carregar 1 milhão de passageiros por ano.
Investimento
Para a realização de todas a melhorias a Vale fez um investimento de U$ 80,2 milhões, o Novo Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas. A locomotiva conta com 56 novos carros, sendo 10 executivos e 30 econômicos, além de carros restaurante, lanchonete, gerador e cadeirante (destinado a pessoas com dificuldade de locomoção).
Cada carro executivo tem capacidade para transportar 57 passageiros. Já os econômicos acomodam 75 pessoas. Em ambas as classes os carros são climatizados e contam com tomadas elétricas individuais nas poltronas para possibilitar o carregamento de equipamentos eletrônicos, como notebooks e telefones celulares.
Os carros da classe executiva contam com sistema de som e iluminação individualizados para dar maior conforto e comodidade aos viajantes. Outro diferencial são as poltronas, mais largas. Já o carro-restaurante conta agora com 72 lugares, o que representa um acréscimo de 56% em relação às antigas composições.
O equipamento também recebeu um novo sistema de abertura e fechamento das portas externas, bem como as localizadas entre um carro e outro, que é automático. A travessia entre os carros também mereceu melhorias e ficou ainda mais segura e confortável. Isso porque a conexão entre os vagões passou a ser vedada por um sistema de plástico emborrachado.
Os novos carros de passageiros apresentam ainda displays externos e internos, que exibem informações gerais sobre a viagem. Dados como destino e trajeto do trem, número dos carros, estações e paradas de embarque e de desembarque, entre outros, são algumas das orientações voltadas a facilitar ainda mais a viagem.